Estou só
Mas tenho da minha janela todas às vezes do universo.
O grito do louco, incompreendido-
que perdeu o sentido da essência.
E quem sabe se soubesse por que grita, talvez calasse,
Talvez morresse...
A brincadeira inocente:
Uma bate, a outra apanha.
Uma chora, a outra ri...
A boneca e sua infanta!
Os sons gatos sapato da sonhadora passante,
atravessando (mais uma vez) a “passarela do Amor,”
que lhe encurta o caminho
e aumenta a vil esperança...
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O movimento volúvel dos galhos das árvores.
Nunca sabem a quem dirige os oferecidos acenos;
se são válidos ou falhos...
Nisso, o uivo ensurdecedor de vento anuncia o mau tempo.
E o felino, enfurecido, a terra arranha.
Fecho a janela.
Tarde, demais!
O pólen da flor já havia entrado
E o sentido o frio do assoalho de mármore no qual me sustento.
Não estou mais tão só ... agora a morte também acompanho.
Oscilene Souza,
Funcionaria da secretaria da UFS e Poetisa
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
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