Mas tenho da minha janela todas as vozes do universo.
O grito do louco, incompreendido -
que perdeu o sentido da essência.
E quem sabe se soubesse porque grita, talvez calasse,
Talvez morresse...
A brincadeira inocente:
Uma bate, a outra apanha.
Uma chora, a outra ri...
A boneca e sua infanta!
Os sons gastos sapato da sonhadora passante,
atravessando (mais uma vez) a “Passarela do Amor,”
que lhe encurta o caminho
e aumenta a vil esperança
.................................................................................
O movimento volúvel dos galhos das árvores.
Nunca sabem a quem dirige os oferecidos acenos;
se são válidos ou falhos...
Nisso, o uivo ensurdecedor de vento anuncia o mau tempo.
E o felino, enfurecido, a terra arranha.
Fecho a janela.
Tarde, demais!
O pólen da flor já havia entrado
e sentido o frio do assoalho de mármore no qual me sustento.
Não estou mais tão só... agora a morte também acompanho.
Oscilene Souza,Funcionária da secretaria dos núcleos da UFS e Poetisa
Nota: infelizmente houve alguns erros de diagramação e de digitação, nesse poema disponibilizado por Oscilene Souza, funcionária da UFS, publicado na edição anterior(JUNHO/JULHO ). O Jornal pede humildemente desculpas a ela e aos leitores(apesar trata-se de um jornal feito por estudantes, na época do 2º Período, não nos sentimos isentos de nossas responsabilidades), e que agora vocês possam conferir melhor todo o talento desta poetisa.
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