De acordo com o Plano Diretor do Município de Itabaiana, aprovado no último 10 de outubro de 2006, o açude Marcela é definido como Área Especial de Proteção Ambiental, com planos de recuperação da sua paisagem e da qualidade da água para posterior criação de uma área de lazer para a comunidade. Porém, assim como a barragem do Rio Jacarecica, existe uma lacuna bastante expressiva quanto à disponibilização de informações que possam, de forma tecnicamente aceitável, dar suporte ao Plano Diretor, para que possa ser conduzido de forma sustentável ao longo dos anos. Para isso alunos do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Sergipe, Campus Prof. Alberto Carvalho, locado em Itabaiana, desenvolvem desde março um projeto que envolve alunos e professores do ensino fundamental (8ª séries) de escolas públicas e privadas do município, na análise da qualidade da água de duas represas da cidade: açude Marcela e barragem Jacarecica I. Dentre os objetivos propostos para este projeto, destaca-se o de envolver a universidade com a comunidade local, característica esta totalmente voltada aos objetivos da criação do Campus da UFS/Itabaiana, cujo perfil é direcionado a formação de professores para a região, além de trabalhar com metodologias participativas buscando a formação de um cidadão crítico e sensibilizado com a problemática local.
As escolas envolvidas são: uma da rede pública (E.E. César Leite) e outra da rede particular (Colégio Monteiro Lobato). As atividades são divididas entre a sala de aula e laboratórios (UFS) e no campo, onde os alunos acompanhados por monitores (alunos do Grupo Carneiro de Ouro), munidos de uma “Ficha de Campo” anotam os dados de alguns parâmetros da qualidade da água coletada como: oxigênio dissolvido, temperatura, condutividade, direção do vento, assim como algumas informações observadas sobre as características da paisagem (existência ou não de mata ciliar, odor e transparência da água, características climáticas). Simultaneamente a esta fase de levantamento da qualidade da água, são feitas também entrevistas pelos alunos junto aos representantes locais de sindicatos e associações de pescadores e produtores agrícolas (hortas), tentando entender as percepções destes quanto à situação da água ontem e hoje.
O coordenador do projeto, professor Paulo Sérgio Maroti (doutor em ecologia), comentou sobre esse formato de trabalho, tendo sido tomado como modelo pesquisas realizadas com escolas do interior de São Paulo, onde cada uma é responsável pela análise das características de um rio, córrego ou represa que esteja perto da escola. Neste caso, estas escolas se reúnem no final do ano com os resultados, para uma apresentação conjunta e discussão para encaminhamento de propostas a serem enviadas pelos alunos à prefeitura. O professor cita o desejo de estar desenvolvendo algo parecido aqui em Itabaiana e região, onde as escolas também adotariam um córrego ou um açude para levantamento da sua qualidade. Afirma também que a escola tem que se envolver nas discussões ambientais do município e com isso, buscar formar o cidadão de amanhã.
As escolas envolvidas são: uma da rede pública (E.E. César Leite) e outra da rede particular (Colégio Monteiro Lobato). As atividades são divididas entre a sala de aula e laboratórios (UFS) e no campo, onde os alunos acompanhados por monitores (alunos do Grupo Carneiro de Ouro), munidos de uma “Ficha de Campo” anotam os dados de alguns parâmetros da qualidade da água coletada como: oxigênio dissolvido, temperatura, condutividade, direção do vento, assim como algumas informações observadas sobre as características da paisagem (existência ou não de mata ciliar, odor e transparência da água, características climáticas). Simultaneamente a esta fase de levantamento da qualidade da água, são feitas também entrevistas pelos alunos junto aos representantes locais de sindicatos e associações de pescadores e produtores agrícolas (hortas), tentando entender as percepções destes quanto à situação da água ontem e hoje.
O coordenador do projeto, professor Paulo Sérgio Maroti (doutor em ecologia), comentou sobre esse formato de trabalho, tendo sido tomado como modelo pesquisas realizadas com escolas do interior de São Paulo, onde cada uma é responsável pela análise das características de um rio, córrego ou represa que esteja perto da escola. Neste caso, estas escolas se reúnem no final do ano com os resultados, para uma apresentação conjunta e discussão para encaminhamento de propostas a serem enviadas pelos alunos à prefeitura. O professor cita o desejo de estar desenvolvendo algo parecido aqui em Itabaiana e região, onde as escolas também adotariam um córrego ou um açude para levantamento da sua qualidade. Afirma também que a escola tem que se envolver nas discussões ambientais do município e com isso, buscar formar o cidadão de amanhã.
Colaboração: Breno Moura
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