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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

JC entrevista o Professor Sandro Holanda

ENTREVISTADO(1): Prof. Dr. Sandro Holanda.
Perfil
Nome completo: FRANCISCO SANDRO RODRIGUES HOLANDA
Cargo: Diretor Geral do Campus Universitário Professor Alberto Carvalho
Formação acadêmica: Doutor (Pós-Doutor)
Natural de: Campos Sales - Ceará
Estado civil: Casado
Idade: 45 anos
Filhos (quantos): 02 (Vitor – 14 anos e Enrico 10 anos)

Jornal do Campus: O que representa esse Programa de Expansão Universitária do Governo Federal a nível nacional? Como ele foi aplicado ao estado de Sergipe? E quais as reais prioridades ou potencialidades que foram avaliadas para que o primeiro Campus dentro do programa de expansão da UFS viesse para Itabaiana?
Prof. Sandro Holanda: O Programa de Expansão do Governo Federal repercute a necessidade de ampliação de vagas nas universidades públicas, como forma de inclusão social. No estado de Sergipe, o Programa se aplica na medida em que foram ampliadas as ofertas de vagas nos cursos existentes, criados novos cursos e novos campi. Para se ter uma idéia da sua importância, em dois anos e meio a UFS saltou de uma oferta de 2.000 vagas no vestibular para mais de 4.000. Para a criação do Campus de Itabaiana, foram considerados vários critérios que orientaram esta escolha. O envolvimento da comunidade local com abaixo-assinado; o envolvimento de lideranças políticas e comunitárias e a disponibilização imediata de espaço para abrigar o campus, além da vocação natural da cidade e região do agreste para educação de qualidade. Para se ter uma idéia, Itabaiana é a cidade do interior que mais aprova nos vestibulares das universidades sergipanas.
JC: Sabendo das precariedades estruturais do Campus Alberto Carvalho, como o senhor se posiciona frente à impossibilidade de os discentes terem acesso à pesquisa, ensino e extensão?
SH: Acredito que estas precariedades mencionadas fazem parte dos momentos iniciais, que já superamos na sua maioria. Os laboratórios estão abrigando aulas práticas, com uso de equipamentos adequados e com planejamento de ampliação de área ainda neste ano; a biblioteca está funcionando plenamente com progressivo aumento do seu acervo e também triplicação de sua área (obras em andamento); o quadro docente está se formando, com ajustes que estão sendo realizados no desenvolvimento das atividades acadêmicas; a internet está funcionando plenamente, sendo disponibilizada nos laboratórios de informática, biblioteca e laboratórios de pesquisa; o quadro de técnicos tem atendido às demandas do campus com muita competência; auditório amplo e mini-auditório bastante utilizados pela comunidade acadêmica; um novo bloco de salas-de-aula (16) novas e amplas está sendo construído, além do bloco de departamentos (em fase de licitação) e espaço da vivência na iminência de ser inaugurado. Tudo isto não só cria possibilidades para o desenvolvimento de pesquisa e extensão, mas vem de fato possibilitando o desenvolvimento das mesmas. A melhor prova é o numero de bolsistas (iniciação científica e iniciação à extensão), monitores e voluntários que desenvolvem seus trabalhos e já os apresentam em eventos científicos pelo país.
JC: Quando a comunidade acadêmica e civil vai poder receber o Campus Universitário Prof. Alberto Carvalho plenamente consolidado em termos de estruturas físicas, laboratoriais...? Quais as políticas de expansão para o próprio campus?
SH: Acredito que a sociedade vem percebendo o crescimento do campus em termos de infra-estrutura e qualidade de ensino, seja pelas matérias jornalísticas já veiculadas sobre o campus, ou veiculadas na nossa página da internet. Mas entendo que mais importante que o reconhecimento externo é a idéia compartilhada de construção do campus, que deve ser assumida principalmente pelos discentes. Este jornal, como instrumento de divulgação já se constitui em uma muito importante iniciativa. Quanto à expansão do Campus, ou dos seus cursos, temos discutido nos nossos fóruns a necessidade de fortalecermos as iniciativas já tomadas e assim garantirmos uma boa qualidade de ensino para os 10 cursos implantados. Feito isso, e quem sabe até antes das primeiras formaturas, se nos sentirmos fortes o suficiente para enfrentarmos novos desafios, partiremos para a ampliação da oferta de cursos de graduação. Mas, na verdade já estamos crescendo em termos de pós-graduação, com a oferta de dois cursos de especialização e a criação do NIPEC (Núcleo Integrado de Pesquisa em Educação e Ciências), que abriga em futuro breve a nossa proposta de mestrado e depois, espero que não demore o doutorado.
JC: Diante do grande fluxo de migração discente de outras localidades para estudarem no campus de Itabaiana como fica assistido o direito desses alunos à inserção das políticas de assistência estudantil(Resun (Restaurante Universitário), moradia universitária? Já que o senhor mesmo já foi o Pró-Reitor de Assistência Estudantil?
SH: Pois é, sou mesmo um entusiasta pelos Programas de Assistência Estudantil, pois pude perceber quando Pró-Reitor, o alcance social dos mesmos e como eles podem garantir a permanência de muitos estudantes de famílias de baixa-renda na universidade. Sei que passar no vestibular na UFS é uma grande vitória, mas não garante a permanência face às despesas com alimentação e moradia, além de outras que são necessárias para qualquer estudante. Neste sentido, já iniciamos ações de assistência estudantil aqui no campus, com bolsas-trabalho e temos já envidado muitos esforços no sentido de junto com a PROEST, se possível ainda este ano implantarmos algumas residências universitárias. Providências estão sendo tomadas. Quanto a restaurante, entendemos que um Programa de bolsa-alimentação face as peculiaridades de um campus no interior, deve atender a esse tipo de demanda. Nesse sentido, e por iniciativa da diretoria do campus, está em tramitação para apreciação do Conselho Universitário-CONSU, a minuta de Resolução que trata da bolsa-alimentação.
JC: Como o senhor avalia a sua gestão, e quais os desafios e metas para o futuro?
SH: Prefiro não avaliar o trabalho da direção. Deixo que os outros o façam. Porém entendo que tenho recebido muito apoio dos colegas professores, coordenadores, técnicos administrativos e principalmente dos estudantes que compreenderam a importância do momento de construção que estamos vivendo. Ainda temos muitos problemas a resolver. Não quero aqui passar a idéia de que tudo está perfeito, pois não está. Mas quero, com base nos bons anos de experiência de vida acadêmica, dizer que já evoluímos muito e tenho certeza que com as condições que, estamos construindo de forma conjunta e com o apoio incondicional do nosso reitor Prof. Josué Modesto dos Passos, muito ainda avançaremos para um dia, alcançarmos a excelência acadêmica. Quanto a metas, acredito que a mais importante é batalhar pela melhor qualidade de ensino, lutando pela ampliação do nosso quadro docente, de técnicos administrativos e necessários ajustes na infra-estrutura até agora conquistada.

2 comentários:

Anônimo disse...

muito boa essa entrevista com SANDRO HOLANDA, queria vê o reitor DA UFS sendo entrevistado também...

Jornal do Campus disse...

Atenderemos em breve sua sugestão, basta o reitor está disposto a responder nossas perguntas.

Aguardem! A próxima edição trimestral(Outubro/Novembro) vem aí...

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